FRUSTRAÇÃO – UM SENTIMENTO ALTAMENTE NECESSÁRIO ÀS CRIANÇAS.

 Quem nunca se frustrou na vida?

Esse é um sentimento que todos tentamos evitar, principalmente na vida dos filhos.

Nesse artigo, vamos falar sobre o sentimento da frustração para o crescimento humano. Sim, crescimento mesmo! Ou nossa vida é só feita de flores e amores?

Como costumo dizer em casa: “A vida não é um morango!”

A frustração precisa ser sentida e absorvida pelas crianças para que possam saber lidar com esse sentimento, com esse momento em suas vidas.

Nesse contexto, podemos exemplificar como uma correção em nossos filhos pode causar diversos sentimentos, mas todos são válidos, pois a criança está sendo notada e corrigida em suas condutas, o que é necessário e faz toda a diferença no ser humano em que se tornará.

Atualmente, temos um desafio grande, de educar as crianças no meio de tantas distrações e poucos incentivos à cultura, aos estudos e ao lazer de qualidade. Então, ao depararmos com momentos em que os pais precisam ser pais de verdade, impondo limites e mostrando sua autoridade perante seu filho, muitas vezes se sente intimidado pelo sistema inserido da criança, em relação aos amigos e à sociedade, e pode chegar a negligenciar essa correção e ao exercício de pai ou mãe educadores para não se indispor.




Os limites e regras dentro de uma casa, são tão importantes quanto ir à escola ou à igreja, e nisso consiste o início da formação da vida social, dentro de casa, com horários rígidos, seja para acordar, se alimentar, estudar, ler, praticar um esporte, brincar com outras crianças, e até para assistir a um filme, de preferência em família, que seja educativo e selecionado pelos pais.
Essa convivência familiar, hoje tão perdida pelos pais que tentam sobreviver no mundo, precisa ser regrada e acompanhada de perto, pois é aí que estamos perdendo a guerra para os educadores de internet.
Sim, os educadores, deseducadores melhor classificando, estão ganhando o jogo porque nós precisamos de um tempo pra descansar, ou deixamos nossos filhos participarem do que todos participam, e não queremos que ele fique de fora do que está acontecendo. Pensemos a esse respeito!
Quando colocamos as regras básicas, como arrumar a cama ao levantar, lavar sua louça do café e das refeições, fazer as tarefas escolares e depois ler 20 páginas de um livro selecionado em conjunto, dobrar sua roupa, limpar seus sapatos e guardar, tirar o lixo e trocar o saquinho, entre tantos outros afazeres saudáveis para o aprendizado, uma vez que estamos sem o controle disso na vida deles, a resistência será de impertinência e de cara feia, inconformidade com uma situação que ele, principalmente o jovem, não enxerga que existem tais atividades.
Procure fazer isso sempre, e terá um filho amigo e compreensivo.
Deixe de fazer isso, e terá um intransigente e insolente.
Dar coisas boas para os filhos é nossa obrigação, pois não pediram para vir ao mundo, mas, nas pequenas coisas estão escondidos os melhores tesouros de aprendizagem, nisso posso afirmar com categoria de mãe.
Não é fácil, somos consumidos pelas necessidades emocionais de nossos filhos, mas os limites são obrigatórios, e até na atenção dedicada a eles. Precisam ver que estamos agindo com amor, mas também com o rigor necessário, para que tudo caminhe dentro de uma normalidade, e assim, minimizamos os problemas a serem resolvidos fora, como notas baixas na escola e outras frustações que encontrarão no mundo que os envolve.
Quebrar a frustração deles dentro de casa é o primeiro passo, e encorajar a serem crianças e jovens bem resolvidos é a salvação de um crescimento para a vida adulta saudável emocionalmente.
Podemos fazer tudo o que queremos, mas nem tudo nos convém, e temos obrigações para com todos, e nisso consiste nossos ensinamentos e exemplos aos nossos filhos, de que frustrações teremos sim, pois nem tudo sai como planejamos, mas, com estratégia e conhecimento, podemos driblar as situações para um novo plano, com habilidade e controle emocional, e chegarmos às soluções para todos os nossos problemas, sem nos esquivarmos, e sim assumindo o rumo da nossa própria história.



Natal, 19 de setembro de 2025.
Shirley Ferreira - Mentoria



USO DAS TECNOLOGIAS – QUAL É O REAL BENEFÍCIO PARA AS CRIANÇAS?

Brincar como antigamente, de amarelinha, de pega-pega, de pular corda, entre outros jogos e brincadeiras tão estimulantes para a geração passada, não são praticados neste nosso tempo. E porque não existem mais e qual a diferença para hoje na distração das crianças? E até que ponto elas são melhor beneficiadas que as crianças de um tempo não tão distante?

Este é um assunto que vamos abordar neste artigo e nos seguintes, pois é extenso e de grande importância para as novas gerações.

Antes de chegar no objetivo que é a criança, vamos abordar o comportamento dos pais e educadores dos nossos menores que são totalmente incapazes perante a lei.

No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) classifica os menores totalmente incapazes, as crianças até 12 anos incompletos, e adolescentes com 12 anos completos até seus 18 anos, as quais não respondem por seus atos, sendo os responsáveis seus pais perante a lei.

Comparando os pais de hoje, com os de duas gerações anteriores, não temos muitas diferenças, se focarmos no quesito atividades. Todos os pais trabalhavam também naquela época, e muito. Os filhos eram gerados para ajudar de alguma forma na lavoura, pois era o modo de subsistência e dependia da colaboração de todos.

Na geração seguinte, o número de filhos diminui drasticamente, porque já foram os pais trabalhar nas fábricas, e a migração do campo para as cidades foi crescente, a ponto de que a agricultura que hoje se apresenta tão desenvolvida, quase não depende de humanos, pois está totalmente equipada para que possa assim dar conta da grande massa populacional a ser alimentada. Já os trabalhadores das cidades, com menos filhos, se imaginam sofrer mais que os seus ancestrais para cuidar de sua família, pois o custo de vida está alto, e nossas ambições também.

Chegando nos dias atuais, a ilusão plantada na cabeça dos seres humanos, é que o consumo deve ser abastado, e tudo podemos ter, custe o que custar, e aí chegamos na educação e forma de tratamento com nossos filhos menores, mostrando a eles que precisamos trabalhar mais, para comprar mais, e essa educação se estende para a financeira e econômica, gerando famílias endividadas e estressadas com tantas contas para pagar,  e fora disto, a educação dos pais para com os filhos, inexiste, uma vez que ele precisa trabalhar de novo para comprar o modelo novo de certo equipamento que imagina que sua casa ou que seu filho precise.


A realidade não é das melhores, pois se pararmos para pensar, trabalhamos demasiadamente para obter coisas que se estragam com o tempo, ou que uma nova versão vai nos custar mais trabalho e mais esforço de todos da família. Todos sim, porque enquanto focamos em adquirir mais, a educação de nossos filhos fica mais uma vez por conta das mídias sociais ou da televisão, que são aliados na distração disfuncional destes pequenos indefesos.

Essa direção que estamos alinhados para gerar mais consumo e fazer das grandes empresas maiores ainda, é efeito de toda uma mídia social que deixamos entrar em nossas residências e nas mentes de nossos filhos também, que acreditam que nós podemos comprar tudo, uma vez que trabalhamos para isso.

Priorizando o assunto consumo, se pararmos para pensar onde realmente está nos levando, vamos encontrar um dos motivos da fadiga e ansiedade que todos passamos neste momento em que o mundo se encontra em transformação. Estamos todos esgotados das diversas distrações que as mídias sociais nos dão, e esquecemos completamente de cuidar de nossas mentes e das mentes de nossos filhos, os quais serão os responsáveis pelo futuro do planeta.

Já paramos para pensar que esses pequenos que temos em casa, se não se destacarem em suas profissões, se não tiverem uma conduta ética e responsável com suas próprias vidas e as de suas famílias, poderão colocar a perder toda uma geração futura? Conversamos sobre o futuro com nossos filhos?

Essa é uma questão importante. E voltando às brincadeiras saudáveis de antigamente, podemos entender a diferença entre o antes e o agora, o contato social anterior e o contato virtual dos nossos dias. Quem aprendeu melhor a conviver com suas emoções e frustrações? Como era preenchida a mente da criança anterior com a criança do presente? Isso é de uma importante ímpar.

Precisamos sair para trabalhar, isso é fato. Mas, como ficam nossos filhos e com quem? Quais as instruções que damos para que, quando chegarmos em casa, possamos dar continuidade a uma formação íntegra e social adequada?

São muitas questões que devemos nos fazer, e não só a nós, mas também ao sistema que estamos inseridos, e que deixamos nossos filhos serem influenciados.

Nos artigos subsequentes, vamos abordar o que diz a ciência em relação as inteligências artificiais (IA) e como estamos deixando que essa ferramenta não seja bem usada por nós e nossos filhos, e como não está colaborando para uma condição de verdadeiros pensadores e diretores da própria história, pois com sua influência degenerada de respostas prontas, as crianças não sentem a necessidade de pensar e gravar nada, pois tudo está num nível de facilidade absurda, que também não lhes é exigido nada a respeito.

É fato que a inteligência artificial veio para ajudar também, mas existe um lado obscuro que ainda não vemos, pois estamos todos envolvidos na mesma onda, que aos poucos vai se mostrando como fator de doenças antes impensáveis em crianças que não conheciam esses objetos como fonte de diversão.

Encerrando esse briefing, pensemos nos nossos atos para com nossos filhos, em relação a utilização dos celulares, mídias sociais, e inteligência artificial que acessam, seja com nossa autorização, seja sem nossa permissão, seja por nossa omissão.

Temos muito que pensar!

 

Natal, 22 de julho de 2025.

 

Shirley Ferreira – Mentoria