Os limites e regras dentro de uma casa, são tão importantes quanto ir à escola ou à igreja, e nisso consiste o início da formação da vida social, dentro de casa, com horários rígidos, seja para acordar, se alimentar, estudar, ler, praticar um esporte, brincar com outras crianças, e até para assistir a um filme, de preferência em família, que seja educativo e selecionado pelos pais.
Essa convivência familiar, hoje tão perdida pelos pais que tentam sobreviver no mundo, precisa ser regrada e acompanhada de perto, pois é aí que estamos perdendo a guerra para os educadores de internet.
Sim, os educadores, deseducadores melhor classificando, estão ganhando o jogo porque nós precisamos de um tempo pra descansar, ou deixamos nossos filhos participarem do que todos participam, e não queremos que ele fique de fora do que está acontecendo. Pensemos a esse respeito!
Quando colocamos as regras básicas, como arrumar a cama ao levantar, lavar sua louça do café e das refeições, fazer as tarefas escolares e depois ler 20 páginas de um livro selecionado em conjunto, dobrar sua roupa, limpar seus sapatos e guardar, tirar o lixo e trocar o saquinho, entre tantos outros afazeres saudáveis para o aprendizado, uma vez que estamos sem o controle disso na vida deles, a resistência será de impertinência e de cara feia, inconformidade com uma situação que ele, principalmente o jovem, não enxerga que existem tais atividades.
Procure fazer isso sempre, e terá um filho amigo e compreensivo.
Deixe de fazer isso, e terá um intransigente e insolente.
Dar coisas boas para os filhos é nossa obrigação, pois não pediram para vir ao mundo, mas, nas pequenas coisas estão escondidos os melhores tesouros de aprendizagem, nisso posso afirmar com categoria de mãe.
Não é fácil, somos consumidos pelas necessidades emocionais de nossos filhos, mas os limites são obrigatórios, e até na atenção dedicada a eles. Precisam ver que estamos agindo com amor, mas também com o rigor necessário, para que tudo caminhe dentro de uma normalidade, e assim, minimizamos os problemas a serem resolvidos fora, como notas baixas na escola e outras frustações que encontrarão no mundo que os envolve.
Quebrar a frustração deles dentro de casa é o primeiro passo, e encorajar a serem crianças e jovens bem resolvidos é a salvação de um crescimento para a vida adulta saudável emocionalmente.
Podemos fazer tudo o que queremos, mas nem tudo nos convém, e temos obrigações para com todos, e nisso consiste nossos ensinamentos e exemplos aos nossos filhos, de que frustrações teremos sim, pois nem tudo sai como planejamos, mas, com estratégia e conhecimento, podemos driblar as situações para um novo plano, com habilidade e controle emocional, e chegarmos às soluções para todos os nossos problemas, sem nos esquivarmos, e sim assumindo o rumo da nossa própria história.
Natal, 19 de setembro de 2025.
Shirley Ferreira - Mentoria
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