FINANÇAS DO CONDOMÍNIO – INADIMPLÊNCIA

 As finanças de um condomínio, são concentradas nas despesas onde todos os movimentos de manutenção, vigilância, limpeza, energia elétrica, fornecimento de gás, abastecimento de água, impostos prediais das áreas comuns, manutenção de elevadores, manutenção da alvenaria e pintura do ambiente de circulação, piscinas e equipamentos da academia, brinquedoteca e quadras, ou seja, todos os ambientes necessitam de correspondentes recursos financeiros aportados pelas famílias que residem no local.


Contudo, existe ainda por força de legislação, a necessidade da reserva de emergência, que deverá ser recolhida em conta de aplicação financeira ao percentual de 10% do valor das despesas mensais, para que, acumuladamente, possam fazer aporte às demandas que porventura o condomínio necessite em caráter de despesas extraordinárias, bem como para a cobertura de verbas trabalhistas como o 13º salário dos funcionários, férias, e rescisões trabalhistas.


Apesar de o condomínio ser equiparado a uma empresa por força de cadastro junto à Receita Federal para emissão do CNPJ, não tem fins lucrativos, e por esse motivo, não está obrigado a fazer escrituração contábil, o que para o patrimônio dos proprietários, se torna prejudicial com o passar dos anos. Somente um livro caixa não retrata o controle que o balanço contábil fornece de informações consistentes quanto ao passado e futuro do condomínio.


O condomínio não é enquadrado a um regime tributário específico, mas está sujeito a obrigação tributária, assim como não há obrigatoriedade de contratar um contador, mas precisam apurar impostos mensalmente e fazer a folha de pagamento de seus funcionários, o que contradiz e não beneficia o condomínio tal regramento, pois mesmo sem ter essa obrigatoriedade, como ficar sem um contador na medida em que deve obrigações para com tributos e declarações? Impossível.





Após essa breve explanação sobre o que compõe as finanças do condomínio, nesse total de despesas acima elencadas, figuram os condôminos proprietários como responsáveis pelo recolhimento do suporte financeiro.


Uma vez que, por motivos individuais, um condômino falta com sua colaboração no pagamento da taxa condominial mensal, toda a estrutura das despesas começa a ser prejudicada, pois para quitar as obrigações mensais, aquele que inadimpliu sua cota, fez com que o síndico então entrasse na reserva de caixa do condomínio para suprir todas as demandas.


Essa atitude é normal e necessária, pois as obrigações devem ser cumpridas em seus vencimentos, o que se repetidamente, a inadimplência aumenta por parte de diversos condôminos, a reserva começa a ficar comprometida, isso quando o condomínio faz a arrecadação dos valores corretamente com o percentual indicado por lei, e quando isso não acontece, a inadimplência se torna o fator principal de ocorrência de falta de pagamento das obrigações, gerando custos altíssimos, a depender da programação que não foi cumprida, principalmente dos impostos sobre a folha de pagamento.


Deste modo, requer a administração convocar o inadimplente à negociação dos valores, sob pena de processo judicial, onde será levada à indisponibilidade de seu patrimônio pela falta de pagamento da taxa de condomínio. É possível a penhora da unidade inadimplida por se tratar de que o fato gerador é a própria utilização do imóvel, não incidindo, assim, a proteção do bem de família, conforme Lei 8.009/1990 art. 3º, IV.


Por esta razão, a conciliação junto a administração será o canal de mediação de uma demanda que pode ser resolvida com um acordo entre as partes, liberando assim o síndico de necessidade de ações judiciais, o que onera ainda mais o caixa do condomínio, e uma solução administrativa sempre é preferencial à ação judicializada.






O bom entendimento do condômino a esse respeito, traz maior compromisso na sua pontualidade junto ao condomínio, entendendo que, no caso de inadimplência, a relação jurídica se dá junto ao proprietário, e a este será efetivada a cobrança, o que lhe dará o direito de regresso ao inquilino, desde que tenha firmado por escrito sua relação de aluguel, independente de testemunhas.


Mediante esta explanação, trazemos a consciência de que a inadimplência no condomínio, pode trazer até a perda do imóvel ao proprietário que porventura falte com esta obrigação.


O uso das áreas do condomínio, são direitos adquiridos na aquisição de seu patrimônio, que também trazem consigo as obrigações para a manutenção do local e cobertura de suas despesas.


Conhecer as despesas do seu condomínio, participar junto ao síndico suas dificuldades financeiras, entender o que compõe essa taxa de contribuição, vão trazer maior conforto para o condômino em relação financeira para com o condomínio, e com certeza, evitará prejuízos para ambos.




Natal, 30 de maio de 2023


Shirley Ferreira – Mentora




CONTROLE EMOCIONAL – NÃO SER REATIVO A TUDO É UMA TÉCNICA!

 Parece que é impossível ter o controle sobre nossas emoções (boas ou ruins) e ações impulsivas, porém é adequado parar e refletir sobre este assunto tão ou mais importante quanto qualquer outro

 Nos dias atuais, se faz necessário controlar nossas emoções, pois a liberdade que temos, todos nós, acaba as vezes, por ferir a integridade e o pensamento do outro, seja por questões políticas, étnicas, sociais e culturais.

 Pensando num tempo onde somente as pessoas que detinham o poder poderiam falar abertamente e dominar seu espaço, ficando a grande massa trabalhadora calada, onde tudo era aceitável, pois os tempos eram difíceis, havia fome e trabalhos escassos (como há ainda hoje), como exemplo, a grande maioria ficava na lavoura, no campo, plantando ou colhendo para o dono das terras, hoje estamos num patamar muito alto em relação àquele período em relação a acessos nos meios de comunicação e à liberdade de expressão. 

A partir desse princípio, onde podemos nos expressar aberta e livremente, todos podem fazer o mesmo, e daí se inicia a necessidade do controle emocional em todos os aspectos da vida social.

O controle emocional se faz individualmente, está dentro de cada um, e seu uso cotidiano só traz benefícios para quem o pratica. Tudo se encaixa quando entendemos sua dinâmica. 

Nos diversos momentos da vida precisamos estar alertas e utilizarmos técnicas adequadas que são por nós adquiridas como o autocontrole. Esse autocontrole só será possível se nos conhecermos em nossa essência, qual o gatilho que causa nosso excesso, e então criarmos um plano de fuga. Essa fuga nos leva para um controle confortável dentro de nós, que se chama o CONTROLE EMOCIONAL. 

Sentimos dores emocionais, porque achamos que estamos sofrendo por algum motivo, e nisso consiste pensar e refletir. 

Alguns exemplos de controle emocional eficaz:

ü  Dívidas – há momentos em que podemos nos tornar endividados ao extremo e não ver uma solução, então fazemos loucuras como empréstimos com juros descabidos ou entramos numa seara não conhecida para resolver aquele problema momentâneo, mas que pode sim ser gerido e solucionado com inteligência e controle emocional.

ü  Relacionamento – todos temos experiências que podem ser dolorosas ou muito satisfatórias, que nos trazem alegrias intensas ou incertezas e mal-estar constantes. Nisso consiste um profundo controle emocional para poder analisar se estamos num relacionamento saudável ou prejudicial, e as emoções que sentimos podem nos enganar, precisamos parar tudo e refletir sobre o melhor caminho e decidirmos entre a emoção e a razão, e sabemos que não é fácil, porém é libertador quando somos capazes de resolver.

ü  Convívio social – onde moramos podemos ter vizinhos que nos incomodam por algum motivo, e então vemos tudo de forma turva e nossos sentidos nos levam para o conflito. Nesse momento devemos pensar e refletir sobre a real importância daquele desconforto. Antes de levar adiante uma reclamação, ou fazer daquilo um grande problema, será que não devo me controlar emocionalmente e me colocar no lugar do outro? Se todos tivessem tal comportamento, o convívio social seria muito mais tranquilo. Precisamos nos conhecer para chegar neste nível, pois hoje todos querem ser livres e fazerem valer seus direitos, não pensam na coletividade, e nisso consiste o controle emocional das partes.

ü  Carreira – nem sempre conhecemos o nosso potencial e por esse motivo aceitamos aquilo que se apresenta, sendo que nesse sentido cabe uma análise pessoal dos objetivos para atingir, porém, muitas pessoas não fazem essa introspecção para traçar um caminho de satisfação em sua competência, desencadeando descontrole emocional no sentido de nunca estar satisfeito com o trabalho que realiza. Em outro norte, não abre mão de momentos de lazer para que possa se preparar para uma carreira frutuosa, o que, por falta do controle emocional, precisa estar se presenteando a todo momento com gastos e diversões que poderiam estar de forma comedida em sua vida, e nisso consiste outro ponto de gatilho para o descontrole emocional. 

Resumidamente, apresento o CONTROLE EMOCIONAL com um papel fundamental em nossa essência de vida, pois a cada minuto do dia, somos testados e não temos nos treinado adequadamente para nos proteger de tais momentos. Não quer dizer que não devemos nos envolver, nada disso. O envolvimento em todos assuntos, de forma profunda, se faz altamente necessário, mas precisamos estar alertas com nossa própria conduta.

Dessabores como desavenças, orgulho ferido, má solução de um problema financeiro ou demanda de convívio social, podem ser evitados se aplicarmos o controle emocional. 

Não se aprende controle emocional na escola, e tampouco em casa. Essa técnica é desenvolvida individualmente e pode ser adquirida com ajuda de um mentor. É preciso treino em diversas atividades cotidianas, e é necessário tempo para si mesmo. Se conhecer, se instruir, se politizar, se amar, se respeitar, são verbalizações de um controle emocional em ascendência para quem os pratica.

  

Natal, 27 de Abril de 2023. 

SHIRLEY FERREIRA - MENTORA

SEGURANÇA DE DADOS PESSOAIS NO CONDOMÍNIO LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS – LGPD

Em certa ocasião, uma moradora do prédio me pediu as filmagens das câmeras em determinado horário, pois precisava provar ao seu namorado que se encontrava no prédio naquele momento. Obviamente, recebeu a negativa instantaneamente pelo motivo de proteção de dados de outras pessoas, e que a filmagem das câmeras dentro de um condomínio, tem o objetivo de proteger informações que possam ajudar na identificação de alguma infração ou de algum caso prejudicial que torne o condomínio vulnerável a alguma ocorrência.

Em outra momento, outra moradora pediu as imagens da câmera para saber quem havia feito uma séria avaria em seu veículo, o que foi sim avaliado pela administração, e ao contrário do que alegava, conseguimos comprovar que seu carro adentrou na garagem do condomínio já com a avaria a qual se referia, não podendo então ter sido causada por nenhum dos moradores.

Esses são fatos que, além de muitas outras situações já vivenciadas, podem conter em seus pedidos, imagens e dados de pessoas que não podem ser revelados sem autorização, pois dentro de um condomínio, o controle dos dados deve ser administrado de maneira a proteção de todos os indivíduos e o patrimônio comum, com total rigor à aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados.

Sobre ao manuseio de documentação de todos os que ingressam ou saem do condomínio como residentes, há uma monitoria em relação a estes dados, os quais devem ser armazenados com segurança pela administração, e assim dar tranquilidade aos envolvidos nesses procedimentos de contrato, onde seus dados são necessários para conhecimento e registro da unidade a qual está ocupando em determinado momento.

 

São diversas as informações pessoais que a administração do condomínio capta em circunstâncias de portaria, como dados biométricos ou digitais, de imagens e documentos. Altamente necessário para a segurança de todos que exista um registro destas informações, e que estejam em segurança, protegidas e lacradas ao conhecimento alheio, devendo a administração cuidar e zelas pelo controle de acesso a estes dados.

Para muitos, ainda é uma indagação que perturba em relação aos seus dados quando entregues no condomínio, e para isso explicamos que, todo o controle do síndico juntamente com os funcionários do condomínio, prezam pela discrição de dados e acontecimentos que envolvam seus moradores, cabendo advertência ou notificação somente a estes, em caso de algum descumprimento de regras, ou no caso de algo em sua defesa, somente via procedimento por notificação judicial poderá a outro ser liberada imagem ou fornecimento de dados.

Compete a toda a equipe do síndico estar treinada para negar qualquer tipo de solicitação verbal em relação a dados de outros moradores ou imagens de câmeras, sob a aplicação da LGPD.

Esta instrução é ainda novidade para muitos, que por vezes não querem entender, mas com cautela e uma boa conversação, tudo se esclarece mostrando a estes que não se pode, em hipótese alguma, expor dados ou imagens de outras pessoas sem a autorização delas próprias.

Com o síndico, é bom que tenhamos um acesso direto e amigável, trazendo assim as novidades dos assuntos mais polêmicos para debates construtivos e esclarecedores, o que mantem a ordem e a satisfação em entender os trâmites da administração do seu condomínio.

O síndico que assim trabalha, com a transparência das informações sobre a LGPD, orienta seus condôminos de forma lúdica, não deixando a ninguém sem uma resposta sobre suas solicitações, mas demonstrando tudo o que pode e o que não pode por conta da força de lei, o que torna assim, um sentimento real de segurança de todos os envolvidos com o condomínio o qual administra.

 

Natal, 24 de Março de 2023.

 

Shirley Ferreira – Síndica e Mentora. 


COMPLIANCE – COMO E PORQUÊ ADQUIRIR!

O que é compliance? Por quê devo pensar nisso?

Compliance quer dizer conformidade. E devo pensar nisso pelo seguinte motivo, onde há desconformidade, há geração de problemas em série, há geração de dúvidas e de relações de desconfiança, pois tudo o que se gera fora de uma conformidade, gera conflito e problemas.

O compliance deve estar relacionado com tudo em nossa vida, e principalmente dentro de nossas empresas. Onde se controla as atividades e seus resultados, se pode caminhar a passos seguros para um destino, enquanto o contrário só nos leva a poder apagar os incêndios causados pela falta do controle.


Dentro de uma empresa, e na vida pessoal, precisamos ter acesso a manuais de conduta, onde os valores e os limites são muito bem explicados. Desta forma, a implantação de compliance em nosso cotidiano, concentra a força de nosso objetivo, onde, por menor que seja o desvio, esta conduta poderá ser reparada imediatamente ao seu acontecimento, traçando assim uma barreira, até que se tome as medidas necessárias para a correção das rotas.

Essa expressão, nada mais é do que um conjunto de normas de conduta em uma galeria ou vitrine, onde todos possam dar o seu conhecimento e assinatura, assumindo assim a mesma objetividade no processo de conclusão dos trabalhos.

Onde se tem como base o compliance, pode-se afirmar que se torna bem mais difícil o crime de evasão fiscal, ou o crime de lavagem de dinheiro e a corrupção.

Uma movimentação acima de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) em espécie, precisa ser informada ao COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que é o órgão regulador desse tipo de ato no país, ou seja, para cada transação feita em dinheiro, as chances de lavagem de dinheiro praticamente se tornaram nulas, pois a obrigatoriedade desta declaração a todos os cidadãos envolvidos, torna-se crime sua omissão.

Os aspectos do compliance necessitam de engajamento dos seguintes setores: Alta Administração, Código de Conduta e Ética, Comunicação e Treinamento, Due Diligence, Monitoramento e Auditoria, Canais de Denúncia, Investigação, Análises de Riscos, Controles Internos.

A empresa deve nomear um responsável que tenha autonomia, capacidade e recursos suficientes para fazer com que o programa funcione ne empresa, via declarações por escrito, interação com treinamentos e exemplos.

Após uma análise profunda em todos os níveis da companhia, deve-se entender que as saídas existentes passam por exemplos dos quais se tira a ação de acordo com os exemplos já vividos ou esperados, iniciando por eliminação, transferência, aceitação ou mitigação. 

Devemos salientar que os riscos, combatemos com controles, e nisso é onde o compliance atua, nos controles diversos em que as companhias devem depositar seus esforços e assim, demonstrando suas fragilidades para um gestor de alta performance tomar conhecimento e dar um diagnóstico em tempo hábil, para a devida expurgação do problema em tela.

É com a comunicação, o treinamento, fóruns entre outros, que se consegue um certo equilíbrio de rápido entendimento e disseminação dos problemas que poderiam ser de alta potência para uma determinada companhia.

O mapeamento e o canal de denúncias são fontes importantes de dados para que o gestor possa fazer um bom trabalho de prevenção nas empresas, contando sempre com o fator humano, que, sendo bem treinado ou direcionado, fará com que os processos fluam de maneira assertiva em seus prazos de compromissos, tendo o menor índice possível de erros ou falhas, pois os processos trabalhados em compliance, tendem a ser mais coesos e suscintos, com número ínfimo de falhas após seu alto grau de planejamento.

 

 

NATAL, 28 DE NOVEMBRO DE 2022

SHIRLEY FERREIRA – MENTORIA

 


ABORTO E IDEOLOGIA DE GÊNERO – A REAL INTENÇÃO DA PROPOSTA

 Com a sexualidade liberal advinda dos anos 1960 em diante, as mulheres se acharam prejudicadas quando o assunto era o modo sexual dos homens de se consentirem às uniões e relacionamentos desregrados, e elas tampouco poderiam ser igualitárias nesta forma de conduta, por motivo da moralidade exigida às mulheres da época.

A partir daí, iniciou-se uma busca incessante de igualdade entre mulheres e homens, em todos os sentidos, tanto no trabalho, como no salário e na vida social como um todo.

A particularidade de ser mulher, com obrigações de educação e criação dos filhos, denotava naquele momento, em responsabilidades que estavam atrapalhando o desenvolvimento desta igualdade perseguida. Foi aí que iniciou o pensamento de ideologia de gênero.

Óbvio que não foi algo com este nome, mas a intenção seria a prática do que estamos vivendo.

Ou seja, se a mulher não engravidar, consequentemente não terá a obrigação para com a criação dos filhos, e consequentemente estará equiparada ao homem, que não pode engravidar e não tem como amamentar a criança.

Então, como atingir esse objetivo de igualdade insano e doentio?


Negando sua própria natureza, iniciaram os pensamentos das feministas radicais a plantarem esta bandeira do aborto e de ideologia de gênero, pleiteando desta forma, a igualdade e consequentemente, a desculpa de que só assim não haveria discriminação de nenhuma forma, principalmente em relação a sua conduta e quanto a qualquer regra de identidade moral.

Com o aborto, caso ficasse grávida, resolveria fácil, transformando os médicos em assassinos obrigatórios, com o dever de matar exigidos por lei.

Com a ideologia de gênero implantada nas crianças, aprenderiam desde a tenra idade que não há mais o conceito de família, pois ali era onde existiam obrigações que agora não podem mais ser exigidas às mulheres, pois se tornaria normal uma menina se interessar por outra e um menino se interessar por outro, destituindo totalmente a ideia de família, casamento, filhos, moral, costumes, descendência genética.

Uma vez completada a fascinação pela aplicabilidade da ideologia de gênero, seria destruído o conceito de família nas crianças, principalmente nas meninas, o sentido de valor onde se demonstra que, somente por elas é que se deve a continuidade das gerações, faltando assim, sem estas bases familiares genéticas, o amor gerado pelo vínculo materno e moralidade cristã.

Esta destruição dos valores de família, estão de certa maneira suportados pelos idealizadores desta falsa realização, onde estes mesmos não tem a menor consciência dos grandes transtornos que estarão causando nas gerações futuras, pois se algo faltou a cada um destes que se dedica ferrenhamente a essa implantação insana, merecem de nossa parte, tratamento psicológico e medicamentoso, para que possam superar os traumas de sua infância possivelmente conturbados que os levaram a escolhas indevidas por falta deste acompanhamento familiar que outrora deveriam ter recebido de seus pais.

A revolta desta classe que se diz a favor do aborto, é na verdade, contra os valores cristãos da moralidade e, assim entendendo, não querem que alguém fique mostrando a toda momento que não se pode negar a natureza feminina, criada por Deus, consequência de estarmos aqui hoje participando democraticamente de uma família genética, com todos os bônus e ônus desta realização, que é o que nos faz sentirmos a vida presente em cada um de nós.

Ao fato do aborto, não há qualquer responsabilidade em suas mentes de que estarão criando a sentença de morte em nosso país, pois é essa a tradução dada para o aborto.

Viver livre não é viver sem responsabilidades, sem coragem, sem sentidos, que é o que fazem os apoiadores do aborto e ideologia de gênero.

Viver livre é poder ser feliz, acreditando que uma sociedade tem suas regras, inclusive de condutas morais e penais, como por exemplo NÃO MATAR, costumes religiosos, e o belo de tudo isso, é o respeito que se tem pela vida do outro, em consequência do respeito pela própria vida, que não precisa ter ilimitados os direitos, os quais devem ser ponderados e respeitados, desde o ventre materno, assumindo assim a sua vocação, dada a cada indivíduo por Deus, e viver desta forma o verdadeiro amor, pois depois do amor de mãe, que é o maior amor que existe no mundo, é o amor aos irmãos.

Respeitar a vida, respeitar as crianças, respeitar as famílias!

 

NATAL, 05 DE OUTUBRO DE 2022.

 

SHIRLEY FERREIRA - MENTORIA


ANSIEDADE – QUEM PODE TER UMA CRISE E COMO OBSERVAR SE ELA ESTÁ CHEGANDO OU SE JÁ ESTÁ INSTALADA NO SISTEMA NERVOSO

 Alguns especialistas dizem que este é o mal do século, somados à depressão, que atingem milhares de pessoas em todo o mundo.

Enquanto a depressão chega a ser uma crise, quando a pessoa quer se recolher, dormir, fugir das situações de necessidade de uma solução ou ação de iniciativa própria, a ansiedade é o medo iminente de algo que pode acontecer, uma aceleração nos batimentos cardíacos, mãos geladas e trêmulas.

Precisamos estar atentos a estes sinais que as pessoas com essas patologias apresentam, muitas vezes de forma muito sutil, pois no início não querem admitir que precisam de ajuda.

Para que a ansiedade não tome proporções incontroláveis, é necessário que estejamos atentos aos sinais, e busquemos ajuda imediatamente. A primeira medida é o aconchego da família junto a pessoa que apresenta esse comportamento. Todo o apoio e acolhimento dos familiares que residem na mesma casa, é de suma importância para que este se encontre numa situação de mínimo de frustração, recebendo apoio com um trabalho em conjunto para superar esse medo e essa angústia que paira no semblante e no comportamento destes amados que estão realmente sofrendo.


Existem formas de amenizarmos as crises antes de se tornarem gravíssimas.

Ao perceber que uma pessoa próxima está em ansiedade, demonstrando medo, falta de concentração, respostas evasivas, mãos frias e trêmulas, parem tudo o que estiverem fazendo e se voltem um para o outro, com o olhar calmo e tranquilo, comecem a praticar a inspiração do ar de forma profunda e com a expiração, procure acalmar a pessoa, tirando do foco do medo em que se instaurou nela naquele momento, ou de qualquer outra forma que possa ter se apresentado. Esse apoio, de respirarem juntos, acalma e traz paz, fazendo a pessoa se apoiar inteiramente nas mãos do outro, e querendo assim uma comunicação afetiva para superar aquele momento. Além desse apoio, as palavras são muito importantes, como dizer que tudo está bem, tudo está sobre controle, que não precisa se preocupar naquele momento pois nada há de errado, e que você está ali junto dela para qualquer coisa que ela precise. Isso é muito importante para uma pessoa com ansiedade que demonstra estar começando uma crise.

Esse comportamento é apresentado de forma substancial nos jovens, que necessitam de uma atenção especial dos pais, e muitas vezes não tem esse apoio, deixando-os mais vulneráveis e suscetíveis a uma crise muito pior e gravíssima.

Ao notar que tem alguém próximo com esse perfil, procure informações de como ajudar, principalmente voltando-se para um auxílio psicológico imediato para esta pessoa. Sim pode haver resistência, mas se for você o responsável direto pela pessoa, procure ajuda independente da aceitação do outro, pois esse é o remédio que deverá ser dado a ele, e assim haver o controle de suas emoções para evitar uma crise mais severa.

Além da oportunidade de um tratamento psicológico, devemos dar também a oportunidade de momentos de lazer, em que saiam do mundo dos possíveis problemas enigmáticos que causam crises. Um hobby por exemplo, pode fazer com que a pessoa se desligue e tenha bons momentos de alegria, de festa interior, mostrando que ela pode ser feliz e ser aceita, ser amada e se amar de diversas formas.

Com as crises controladas, deve-se conversar abertamente com a pessoa, explicando que está com uma parte de sua psiquê em conflito consigo mesmo, pois que é uma pessoa amada e que tem seu espaço no mundo, basta ter paciência e harmonia com os momentos que estão por vir, em que as reais oportunidades da vida chegarão. Voltamos aqui um olhar para o futuro, ou seja, a palavra ESPERANÇA precisa ser dita, redescoberta, e entregue para estas pessoas que perdem o sentido de algo bom por vir, por esperar que algo não tão bom aconteça.

Não sabemos como acontece e qual o momento exato em que a ansiedade entra em uma pessoa, que pode ser desde o ventre materno, por conta das emoções que a mãe sentiu na gestação, como também de algo marcante que tenha vivido durante a infância ou adolescência. Precisamos estar atentos para ajudar nossos filhos a atravessarem esses momentos.

 

Fiquemos atentos, colaboradores no momento de crise, e observadores para que não haja negligência nem tampouco eles cheguem a crises de altíssimo grau, desencadeando momentos de grande tormento para eles mesmos, nossos amados.

 

NATAL, 05 DE SETEMBRO DE 2022

SHIRLEY FERREIRA - MENTORIA



REALIDADE OU SEGURANÇA IMAGINÁRIA – NO QUE CONFIAR E NO QUE DESAPEGAR

A questão é profunda, porque somos bombardeados a todo momento pelas mídias sociais, sobre o que podemos ter e iludidos que tudo podemos ter.

É uma questão de princípios, pensar desta forma e deixar-se levar pelas propagandas de facilidade de conquistas, o que deixa a muitos frustrados porque nunca chegam a realizar seus desejos, porém temos a escolha de ignorar esse impulso, e por em prática outros princípios, principalmente porque Deus vem ao nosso encontro quando solicitamos sua presença para discernimento das coisas.

Será que o que desejamos é o possível? Ou estamos iludidos por completo? Ou nos deixamos iludir como uma forma de consolo de nossas frustrações pessoais?

Causa impacto importante na vida cotidiana das pessoas, num momento pós pandemia, onde sentimos a necessidade de sermos compensados por algo que nem sabemos o que é, e somos assim bombardeados com facilidades que as mídias exibem.

Estamos nos silenciando e meditando na sabedoria divina o que está realmente acontecendo e do que realmente precisamos?


Vamos fazer uma breve pausa. Silenciemos o barulho interno.

Tomemos por base, coisas simples. A simplicidade da vida não muito longínqua, de uns 40 anos passados somente. Nossos avós, que vieram para o Brasil na sua grande maioria, vindos de países europeus e africanos, fugidos da guerra e da fome; povoaram nosso país e vieram sem nada consigo. Alguns mais afortunados, puderam trazer algum dinheiro, e assim foram formadas as comunidades onde nascemos e hoje estamos tentando educar nossos filhos.

Nessa época, sem internet, sem recursos, e com muita vontade de construírem um lugar novo para suas famílias, tinham unidade familiar, numerosas famílias para poder ajudar no trabalho e sustento do lar. Havia a religião, fortemente enraizada para dar um norte de como caminhar na firmeza da honestidade e das virtudes.

Claro, sempre em tudo há exceções, mas vamos nos ater àqueles que são exemplos bons para nós.

Pouco tinham, mas a confiança em Deus era firme e abundante, seus caminhos eram de temor ao Senhor e acreditavam sempre que tudo ia passar, e que o sustento de cada dia, sempre teriam. Eis o cerne do entendimento de nossos avós.

Eles deixaram um ensinamento que hoje a mídia vem destruindo, com objetivo de vender cada vez mais e de que, aquele que aparece sendo o bem sucedido, seja mais bem sucedido ainda com a sua contribuição. Eles querem vender a todo custo, e iludem sem o menor escrúpulo.

É dessa ilusão que me refiro neste texto. A ilusão de que tudo é fácil, que ser milionário é possível e fundamental, e que isso sim é o importante, afinal, viemos para este mundo para ser bem sucedido e ricos... é o que nos prega a mídia.

Alerto para que, possamos tomar a consciência de que, não precisamos de tudo, não podemos confiar em tudo, e sim termos o discernimento crítico em relação a tudo o que nos apresentam. Devemos nos perguntar, se realmente precisamos disto que está me sendo oferecido e induzido a comprar.

Por isso, dívidas se acumulam nas famílias. E a questão tem a tendência de piora, infelizmente. Isto porque falta o bom senso nas empresas, nos governantes e principalmente em nós mesmos. Ter bens e propriedades é ótimo, mas não de qualquer forma. Busquemos sempre a melhoria de nossas vidas, mas não a qualquer custo.

Ser conhecedor das leis deve ser um dever de cada um de nós, pois já nos é cobrado que não podemos alegar desconhecimento no caso de uma aplicação da lei sobre nossas vidas, então como ficar sem a instrução correta? Estudamos o suficiente, ou o mínimo?

Essa deve ser a nossa preocupação, em conhecer a lei para poder fazer acontecer na vida de nossos filhos e futuras gerações, a tão sonhada vida plena e mais justa.

Ponto crucial em relação ao tema é, analisar no que acreditar e no que dispensar antes dos prejuízos chegarem. E o digo de todas as formas.

Uma sugestão quero deixar para a reflexão, que é em relação aos nossos avós. Eles tiveram suas vidas vividas para nosso exemplo, e devemos observar o que os realmente deixava felizes, e o que os aborrecia. Tomando este exemplo de vida, sugiro seguimos os passos de nossos avós no caminho reto da comunhão com Deus, que era a base do discernimento da grande maioria.

Quando caminhamos na confiança perfeita em Deus, porque só Ele é perfeito, sentimos e vivemos a tranquilidade e a humildade, sabendo que, NÃO PRECISAMOS TER TUDO!

O ter tudo na realidade, é ter a graça de viver na vontade de QUEM TUDO PODE, DEUS!

Aqui neste mundo, não podemos ter confiança em nada material, porque hoje podemos estar no topo, amanhã podemos estar na base, e assim é a vida, subidas e descidas, em todos os ramos de atividades que exercemos, em toda a trajetória de nossas vidas familiares e profissionais. E só podemos ter segurança no que diz a Palavra do Senhor, porque na Palavra Dele podemos confiar: SIM SUA PALAVRA É ETERNA!

Tenhamos como muito pouco os bens terrenos, o dinheiro, o apego em bens, porque isso tudo só nos engana do verdadeiro valor de nossas vidas, que é a salvação de nossas almas, sendo estas a preciosidade que Deus quer ver em nós, e nos conservar na sua graça, dando-nos sempre, o necessário para vivermos em paz e com dignidade.

Confie Nele, que não confunde, não induz, não ilude!

 

 

NATAL, 24 DE AGOSTO DE 2022

SHIRLEY FERREIRA - MENTORIA